Reforma tributária é debatida em encontro na FCDL Minas

O aumento do prazo para análise da reforma tributária foi defendido durante o Encontro Regional FCS, promovido pela Frente Parlamentar do Comércio e Serviços (FCS) junto à União Nacional de Entidades do Comércio e Serviços (Unecs), na noite de quinta-feira (29/06), na sede da FCDL Minas.

Na avaliação do presidente da Frente FCS, o deputado federal Domingos Sávio (PL-MG), é necessário mais prazo para estudar a proposta que vai trazer impactos na economia. “Só vamos votar o que o setor de comércio e serviços liberar. É de extrema necessidade ouvir a cadeia produtiva deste país. Estamos aqui para ajudar quem faz a economia girar, por isso a importância do diálogo continuo”, disse.

Os setores de comércio e serviços são responsáveis por 73% do PIB no país, geram 27 milhões de empregos diretos e respondem por 80% das empresas ativas no Brasil.

Além de Domingos Sávio, participaram do debate o presidente da CNDL, José César da Costa, o deputado Carlos Gomes (Republicanos-RJ), a deputada federal Greyce Elias (Avante-MG), o presidente da FCDL-MG, Frank Sinatra; o presidente da Associação Mineira de Municípios, Marcos Bizarro; o presidente da Federaminas, Valmir Rodrigues da Silva e o advogado especialista em reforma tributária, Janir Adir.

No entendimento da FCS, o sistema tributário brasileiro contribui para a baixa produtividade e os elevados custos dos produtos e serviços. Diante disso, a Frente é favorável ao Imposto sobre Bens e Serviços (IBS), todavia é necessário buscar meios para que o novo modelo tributário não onere excessivamente o setor de serviços.

“Defendemos a reforma, queremos desburocratizar e acabar com a guerra fiscal. Só que não temos certeza, por exemplo, com relação às alíquotas. A gente tem que ter prazo para analisar isso, senão a gente joga uma bomba no colo da população brasileira, criando um sobressalto no mercado”, argumentou Domingos Sávio durante o evento.

O presidente da FCDL-MG, Frank Sinatra, ressaltou que pontos importantes para os setores de comércio e serviços ainda precisam ser revistos e avaliados, para que a Reforma seja justa. “Somos o setor que mais emprega no país, temos que ser ouvidos. Não podemos em hipótese alguma permitir aumento de alíquotas que onerem ainda mais nossa folha”, destacou.

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Fotos: Alessandro Carvalho

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