Assinatura digital cresce na pandemia e ajuda empreendedores

Em toda compra realizada pela internet, é emitida uma nota fiscal eletrônica. A integridade deste documento é verificada por meio de um certificado digital, que por sua vez depende da assinatura digital do lojista e do contador. O mesmo acontece em um processo jurídico, como um contrato de trabalho, que hoje pode ser assinado apenas em vias digitais, facilitando assim o processo para empreendedores e colaboradores em um contexto de isolamento social.

São apenas dois exemplos de um universo de possibilidades no qual a assinatura digital tem utilidade. Segundo dados do Instituto Nacional de Tecnologia da Informação, o setor cresceu 10% em 2020 e atingiu o recorde de mais de 6 milhões de certificados digitais emitidos em um mesmo ano. São duas mil empresas brasileiras que compõem esta infraestrutura e atuam diretamente na emissão dos certificados digitais e no atendimento aos clientes.

As facilidades ao empreendedor são tão numerosas quanto os contratos com que ele tem que lidar ao longo da sua trajetória. Qualquer documento que teria de ser assinado à caneta em diversas vias já pode ser registrado com apenas um clique no computador ou celular. Hoje, a veracidade das assinaturas é confirmada por técnicas de cibersegurança como criptografia e reconhecimento facial.

Nesse sentido, as assinaturas eletrônicas caminham junto com a digitalização de documentos. Isto porque criar uma assinatura digital só tem função caso os contratos e papéis estejam, também, no ambiente virtual. Dessa forma, empresas que oferecem serviço de assinatura digital costumam, também, ajudar seus clientes a digitalizar processos e documentos em geral.

É o caso, por exemplo, da DocuSign, empresa norte-americana que é líder deste mercado. Em 2020, ela faturou US$ 1,4 bilhão e aumentou em 51% o número de clientes. “Interessantemente, o Brasil tem sido um país líder, seja em economia digital, seja em cultura digital, acelerando a transformação na América Latina”,diz Michael Sheridan, executivo da DocuSign, em entrevista à Forbes. “Então, é natural que queiramos ser uma parte essencial disso, e vamos investir cada vez mais nessa área”.

No Brasil, o grande player nacional deste setor é a Unico (antiga Acesso Digital), que oferece diversos produtos relacionados à autenticação e segurança digital. No fim de 2020, a empresa recebeu um aporte de R$ 580 milhões, mostrando o potencial do setor na visão dos investidores.

Outras startups brasileiras que vêm se destacando no segmento são a Contraktor e a Clicksign. Ambas acreditam na crescente digitalização da economia em geral como oportunidades para crescerem com a assinatura digital e demais produtos.

“Existem outras formas de se autenticar no mundo eletrônico. Não precisa fazer um rabisco. Eu posso usar um token, uma senha, uma foto. Logo que começou a pandemia, de uma hora pra outra, dobrou a procura. Assim que as pessoas perceberam que a realidade tinha mudado, a cultura tinha que mudar”, explica Marcelo Kramer, fundador da Clicksign, em entrevista à PEGN.

Uma pesquisa realizada pela PwC sugere que gestores de empresas perdem, em média, uma hora a cada doze horas de trabalho procurando por informações armazenadas em papel. Além disso, em empresas analógicas os documentos são fotocopiados, em média, 19 vezes, quando cerca de 40% delas são desnecessárias. O que você está esperando para digitalizar seus documentos e aderir à assinatura digital?

Fonte: Portal Whow!

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