14% dos internautas já perderam dinheiro em esquemas de investimentos fraudulentos, aponta CNDL/SPC Brasil

Esquemas de pirâmides são as fraudes mais comuns envolvendo investimentos. 68% não conseguiram recuperar o valor perdido

Nos últimos anos, houve um aumento do interesse dos brasileiros pelo tema da educação financeira e dos investimentos. O acesso de mais brasileiros a investimentos menos tradicionais é um fato positivo, mas que veio acompanhado do surgimento de esquemas duvidosos que prometem retornos elevados e garantidos. De acordo com a pesquisa “Fraudes em Investimentos no Brasil”, conduzida pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil), em parceria com o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), 14% dos internautas brasileiros afirmam já terem perdido dinheiro em esquemas fraudulentos.

As principais ocorrências se deram em esquema de pirâmide (40%), golpe da seguradora com pagamento antecipado de taxas e/ou despesas (17%) e contratação de serviço de gestão/consultoria/análise de investimentos sem o devido registro profissional na Comissão de Valores Mobiliários (13%).

“Embora seja saudável a diversificação de investimento e a disposição dos consumidores para conhecer sobre diferentes modalidades, a escolha de onde manter a reserva financeira deve ser muito bem pensada e analisada sob o prisma do risco e do objetivo a que se destina aquela quantia. Órgãos reguladores, como a Comissão de Valores Mobiliários (CVM), sempre devem ser consultados para avaliação da procedência de uma proposta”, alerta o presidente da CNDL, José César da Costa.

 Taxas e condições atraentes foram os argumentos mais utilizados

Os principais argumentos utilizados para a venda do investimento fraudulento foram: as taxas e condições atraentes (29%), seguido de promessa de ganho de muito dinheiro com a perspectiva de riqueza (27%), ser um negócio legítimo conhecido (27%) e parecer uma oportunidade única e urgente (27%).

A venda foi realizada principalmente por um consultor autônomo não registrado ou licenciado (41%), enquanto 30% citam ter sido oferecido por um amigo ou parente e 21% por membro de um grupo ou organização da qual pertence.

De acordo com os entrevistados, 34% conheceram o investimento através da indicação de amigos ou parentes e 32% através de anúncios que viu na internet.

“A pesquisa mostra que boa parte das vítimas foi atraída por promessas de rentabilidade acima da média e muitas vezes indicadas por familiares. Assim, mesmo que a proposta parta de pessoas próximas – em muitos casos, de quem nunca exerceu atividade profissional relacionada a investimentos –, é preciso consultar a reputação da empresa e os órgãos competentes antes de decidir pela alocação das reservas financeiras”, alerta o presidente da CNDL.

7 em cada 10 vítimas ainda não recuperaram o dinheiro perdido

Entre quem perdeu dinheiro em investimentos financeiros fraudulentos, 43% alegaram que o responsável desapareceu com o dinheiro investido, enquanto 24% informaram ter tido prejuízo após garantia de alta rentabilidade logo no início do investimento.

O estudo comprova que as perdas financeiras ao aderir a um investimento fraudulento podem ser irreversíveis: somente 31% dos entrevistados conseguiram recuperar o dinheiro perdido na fraude de investimento, sendo que 14% recuperaram com prejuízo. Em contrapartida, 68% ainda não recuperaram o valor, sendo que 47% já desistiram de receber.

“Riscos são inerentes a muitas classes de ativos financeiros. No mercado de ações, por exemplo, o investidor pode ganhar ou perder dinheiro. Isso não se confunde, todavia, com as fraudes, em que há a intenção deliberada de enganar as vítimas. A promessa de retornos muito elevados, sem a especificação de riscos, é um indício de fraude. Além disso, a promessa de ganhos maiores, caso o consumidor consiga atrair novos entrantes, é um bom indício de pirâmide. É importante consultar apenas profissionais experientes e certificados, além de pesquisar sobre a reputação das instituições envolvidas”, destaca José César da Costa.

INFORMAÇÕES À IMPRENSA

Marina Barbosa

(61) 9 8340 0257

marina.barbosa@cndl.org.br


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